Pré- Fabricado- Normas para painéis a caminho

Publicado em 16/11/2015
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 É cada vez mais comum o segmento de pré-moldados de concreto. Esse crescimento vem ao mesmo tempo do desenvolvimento tecnológico promovido pela indústria e sua cadeia de fornecedores e também do seu uso cada vez mais frequente pelas construções civis brasileiras. “As Normas Técnicas são um poderoso instrumento de popularização do conhecimento e da melhor solução para o uso de produtos, considerando que tanto podem estabelecer requisitos de qualidade que levem a uma regulação do mercado com base técnica, como definir procedimentos de execução e controle que abrangem desde simples procedimentos de amostragem dos produtos para ensaios de laboratório, como complexos processos construtivos”, afirma Inês Battagin, superintendente do ABNT-CB-18 – Comitê Brasileiro do Cimento, Concreto e Agregados da Associação Brasileira de Normas Técnicas. 

Para Battagin, a Norma de Painéis, assim como todos os trabalhos de normalização técnica, propiciam melhorias nos processos de fabricação e controle dos produtos, bem como sistematização e controle de processos, privilegiando a qualidade e intervenientes. “Em decorrência da diversidade de tipologias existentes no mercado, de sua crescente utilização no Brasil, da função da qualidade final obtida e da significativa redução de prazos que possibilita, é certo afirmar que a norma será um instrumento de trabalho muito útil à sociedade, facilitando o desenvolvimento de projetor, a capacitação de fornecedores, o controle erecebimento dos produtos e a manutenção dos sistemas”, acrescenta.

Outro ponto que ganhou destaque é a colaboração da norma para mais espaço no setor da habitação e que os profissionais possam contar com informações e um instrumento útil para o desenvolvimento de projetos. O setor de pré-fabricados enfrenta uma série de desafios, como, por exemplo, a tributação excessiva que prejudica a competitividade.

Já os painéis pré-fabricados, mesmo sendo utilizados desde a década de 40 em diversos países, são considerados inovadores, o que implica em investimento para quem deseja o utilizar. Isso acaba fazendo com que o Brasil utilize o sistema de pré-fabricados muito pouco, o que leva a conclusão de que também não há muitos profissionais especializados no campo.

Iria Doniak, presidente-executiva da Abcic, entidade que tem representado o setor em diversos fóruns, inclusive o próprio Comitê Técnico da SINAT (Sistema Nacional de Aprovações Técnicas), no qual a Abcic possui assento, comenta que, se por um lado aprovar o sistema especialmente no momento inicial do programa foi uma árdua tarefa, por outro lado cumpriu  com dois importantes papéis. O primeiro foi restringir a aprovação de produtos por empresas não habilitadas, sem expertise e sem o desempenho adequado. O segundo papel foi garantir  que os sistemas já aprovados estejam alinhados com os requisitos aplicáveis da ABNT NBR 15575:2013, que estabelece o desempenho mínimo ao longo de uma vida útil para os elementos principais das edificações habitacionais. “No início tínhamos dois caminhos, através do Comitê Habitacional da Abcic, submeter os sistemas à aprovação. Desta forma, hoje temos em nosso setor um grande case de sucesso já com sua DATEC (Documento de Avaliação Técnica) emitida e estamos com o próximo em fase de aprovação final.

Essas empresas comprovam não só o desempenho estrutural de suas tipologias, mas também os desempenhos térmico, acústico, de estanqueidade entre outros aspectos. Ou seja, ao entrar em vigor a norma de Desempenho, já era possível demonstrar a capacidade dos painéis pré-fabricados de atenderem também a estes requisitos, quando produzidos em conformidade com as normas técnicas. Tarefa que, com a entrada da norma, terá de ser realizada também pelos sistemas convencionais. Aprendemos muito ao longo do tempo e hoje podemos, inclusive, contribuir com a própria estrutura das normas de painéis decorrentes deste aprendizado. O Sistema SINAT bem como outros ligados ao Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat PBQP-h, vem contribuindo significativamente com a construção civil no Brasil. Como todo o processo de qualidade enseja a melhoria contínua, carecem de aperfeiçoamento. Integrar esse processo é a melhor forma de um setor agregar valor ao sistema que representa e também à sociedade”, Finalizou Íria.

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