Construção Industrializada para maior produtividade e sustentabilidade

Publicado em 19/08/2016
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Futuro do setor aponta para sistemas construtivos industrializados, que contribuem com reduções de prazo e dos custos globais da obra.
A industrialização da cadeia de produção da construção civil brasileira é um objetivo a ser perseguido, pois esse é um fator-chave para o aumento da produtividade do setor. Assim como as empresas do setor automobilístico que, no decorrer do século XX, de fabricantes de automóveis se transformaram em montadoras, as construtoras deverão evoluir nas próximas décadas, colhendo como resultado a elevação da eficiência e a redução dos custos.

De forma análoga à indústria automotiva, as construtoras passarão a trabalhar com foco no cliente e em tecnologia; seus canteiros de obra serão mais enxutos e eficientes; boa parte da produção dos sistemas e componentes será transferida para parceiros especialistas, com logística simplificada – os parceiros é que serão responsáveis pela instalação; haverá maior flexibilidade para mudanças e adoção de novas tecnologias; e processos e responsabilidades serão compartilhados por todos os elos da cadeia produtiva.

“Os sistemas construtivos industrializados contribuem com reduções nos prazos de execução e na quantidade de mão de obra empregada no canteiro, propiciando a diminuição dos custos globais da obra”, explica Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT).

Quando se fala em industrialização do setor, a primeira coisa que se pensa é nos componentes pré-fabricados. “A industrialização vai muito além da pré-fabricação: significa mais organização do trabalho e maior índice de mecanização das atividades”, alerta Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, professor da Escola Politécnica da USP. “A organização do trabalho é pilar básico da industrialização. É preciso cuidar dos locais de estocagem e dos locais de movimentação de materiais e adotar providências para minimizar a geração de resíduos”, defende.

A dificuldade burocrática de acesso de materiais pesados, como determinados sistemas pré-fabricados, ao canteiro de obras impõe uma logística complicada e onerosa numa cidade como São Paulo, destaca João Carlos Leonardi, diretor comercial da Leonardi Pré-fabricados. “A operação exige carretas especiais, que requerem licenças especiais da prefeitura”, afirma.

Leonardi defende que a adoção do processo industrializado requer que decisões sobre a tecnologia a ser adotada antecedam o desenvolvimento de projetos. “Com planejamento mais efetivo e detalhado, os benefícios da construção industrializada são potencializados”.

Fonte: Revista Notícias da Construção nº 153 Abr/Mai 2016

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